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1. Memória e balanço: duas décadas de investigação sobre cidade, comércio e consumo.

Este eixo propõe uma reflexão crítica sobre os 20 anos de encontros e produção científica da Rede CCC, revisitando os principais conceitos, debates e resultados que marcaram o seu percurso. Acolhem-se investigações e reflexões em torno de conceitos, teorias, modelos, casos de estudo ou problemáticas que têm alimentado o legado científico da rede, permitindo mapear continuidades, ruturas e reconfigurações analíticas ao longo do tempo. Ao promover um exercício de balanço coletivo, este eixo visa consolidar a trajetória da CCC e identificar pistas para novas agendas de investigação no campo da cidade, do comércio e do consumo.

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O estudo da relação entre a cidade, o comércio e o consumo levanta questões cruciais acerca da organização espacial da economia, cultura e sociedade urbana. Sendo uma relação complexa onde se atravessam agências múltiplas de diversos atores humanos, institucionais e tecnológicos, as perspetivas transdisciplinares e mistas são fundamentais para o seu estudo. Ademais, enquanto fenómeno sócio-espacial em permanente evolução e mutação, o comércio e consumo urbanos convidam ao desenvolvimento constante de novas metodologias (e métodos) mais bem afinadas para a compreensão holística do seu escopo. Este eixo temático celebra e critica o desenvolvimento epistemológico e metodológico neste campo, com um especial cuidado com a inovação e a criatividade.

​2.Novas metodologias e abordagens: compreender o comércio e o consumo na cidade contemporânea.

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Este eixo foca-se na relação entre sustentabilidade e atividade comercial, a partir de uma perspetiva multiescalar que relaciona dinâmicas globais, políticas nacionais e práticas locais. Pretende-se promover a reflexão crítica sobre tensões, contradições e oportunidades de transformação do comércio face às exigências contemporâneas de sustentabilidade. São bem-vindos contributos interdisciplinares que explorem práticas, políticas e modelos económicos, incluindo economia circular, comércio justo e outras formas de organização e atividade comercial, bem como experiências inovadoras e estudos de caso, que demonstrem caminhos concretos para tornar o comércio mais responsável, inclusivo e sustentável em diferentes escalas.

3.Comércio e sustentabilidade: as discussões sobre a redução do impacto do comércio no planeta e na sociedade.

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O desenvolvimento tecnológico tem contribuído para profundas transformações na forma como o comércio é concebido e praticado. A expansão do e-commerce, a integração de realidades virtuais com o espaço físico e a criação de plataformas digitais têm desafiado diferentes formatos comerciais a adaptar-se para permanecerem competitivos. Em paralelo, emerge um consumidor cada vez mais conectado, que assume um papel proativo na geração de valor, frequentemente designado como prosumidor. Estas mudanças reconfiguram também os territórios, influenciando centros urbanos, comércio local e redes globais. Assim, este eixo propõe discutir os impactos da digitalização e as suas inter-relações territoriais num contexto de rápidas transformações atuais.  

4.A digitalização do comércio e do consumo: novas interações entre consumidores, comerciantes e territórios.

 

 

Este eixo propõe analisar criticamente como as dinâmicas de consumo participam da produção e da hierarquização do espaço urbano. Parte-se da compreensão de que a distribuição desigual de infraestruturas, serviços, equipamentos e centralidades redefine quem pode acessar, usufruir e permanecer na cidade. Processos como gentrificação, privatização de espaços públicos, segregação socioespacial e financeirização urbana intensificam mecanismos de exclusão e aprofundam injustiças espaciais. O eixo acolhe investigações teóricas e empíricas que examinem conflitos e resistências em torno da apropriação do espaço para consumo e experiências de justiça espacial.

 

 

5.Consumo, desigualdades e justiça espacial: práticas de consumo, exclusão social e disputas pela apropriação do espaço urbano.

 

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6.Políticas urbanas orientadas para/pelo consumo e novas formas de governança.

As estratégias urbanas orientadas pelo e para o consumo, incluindo iniciativas de regeneração, atração de investimento ou intervenções no espaço público, têm contribuído para redefinir a viabilidade e vitalidade das áreas comerciais urbanas, procurando responder a crises que afetam o urbano de forma ampla, embora desigual. Este eixo propõe discutir a escala, natureza e implicações dessas políticas, destacando a sua dimensão genética e generativa e abrindo espaço à reflexão crítica dos processos e práticas de governança das áreas comerciais urbanas. Interessa problematizar as relações entre governança da cidade e governança na cidade, desde modelos top-down a parcerias público-privadas. São encorajadas perspetivas comparativas que examinem estas dinâmicas e os seus efeitos territoriais, sociais e económicos em diferentes contextos.

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